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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Hélder não! Talisca sim! O melhor em campo por favor!


Os técnico de futebol sempre costumam dizer que mandará a campo a melhor formação, uns do critérios sempre é: vai jogar quem estiver melhor técnico e fisicamente. Inclusive quando dentro de um elenco de jogadores, encontram duas ou três opções para a mesma posição esse critério é primordial. Ainda mais em um início de temporada.

Mas, para o técnico Marquinhos Santos que chegou anunciando que gosta de trabalhar com esquema de jogo sem tantos volantes. Bastou estrear mal na Copa do Nordeste, alias, bastou um 1º tempo ridículo na estréia para ele mudar de ideia.

No primeiro jogo Hélder ainda estava fora de forma e não foi selecionado para o grupo, contudo Talisca foi titular. Já no segundo jogo Hélder ainda estava fora de forma mas Talisca não foi titular, entrou no segundo tempo fez alguns lançamentos bons mas mal aproveitados pelos companheiros, deu outra cara ao time.

No terceiro jogo, Hélder jogou, ainda fora de forma e Talisca ficou no banco. No segundo tempo, entrou no lugar de Hélder e marcou de pênalti o gol do triunfo. Embora tenha saído de campo aplaudido, a atuação de Talisca foi superior a de Hélder.

No quarto jogo do ano, mais uma vez o técnico entrou com Hélder em vez de Talisca, mais uma vez foi mal, a única coisa que Hélder fez de bom foi acertar um chute na trave logo aos 3 minutos do 2º tempo. Enquanto esteve em campo não armou nada, não marcou nada e ainda deu um passe de cabeça para um quase gol do adversário. Mas, Talisca entrou na partida se não foi brilhante devido ao excesso de jogadores no meio que o técnico colocou, ao menos foi eficiente, cobrou uma falta com perfeição e marcou o gol. E foi só tirar Hélder que o time ficou mais solto.

Então Marquinhos Santos, se Pittoni é titular absoluto e Fahel também pela capacidade de marcação (matar as jogadas com falta), logo, Hélder não tem espaço, o titular tem que ser Talisca. Já foi provado que ele jogando na posição que Hélder joga, ele consegue desenvolver o seu futebol. Até porque nesse início de temporada Talisca físico/técnico está muito na frente de Hélder.
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Bahia, honra e glória do futebol brasileiro

Bahia, honra e glória do futebol brasileiro

Por Ronaldo Souza


Sete de setembro de 1822 é a data oficial da Independência do Brasil.

A História, porém, registra que ela só ocorreu de fato em 02 de Julho de 1823, quase um ano depois, quando os portugueses foram finalmente expulsos do Brasil. E isso ocorreu na Bahia.

Desde junho do ano que findou, 2013, essa data, 02 de julho de 1823, foi reconhecida como data histórica nacional e não mais só como da Independência da Bahia.

O Brasil nasceu na Bahia.
A Independência do Brasil foi na Bahia.

BAHIA, HONRA E GLÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Primeiro Campeão Brasileiro
Primeiro time do Brasil a disputar a Taça Libertadores da América
Único Bicampeão Brasileiro do Norte/Nordeste
E agora, primeiro time do Brasil em que os torcedores elegem o presidente do clube

07 de Setembro de 2013

Torcedor tricolor, guarde essa data. É o dia da Independência do Bahia. É o dia em que, pela primeira vez no Brasil, o presidente de um clube de futebol foi eleito pela sua torcida. Absolutamente inédito. E é também o dia do começo da independência do futebol brasileiro.

Quiseram os deuses que mais uma vez a Bahia, berço do Brasil, fosse o berço de um novo momento, desta vez, o novo momento do futebol brasileiro. Na sequência, movimentos e atos já surgiram e outros surgirão, pois isso certamente irá se espalhar pelo Brasil.

Identificação perfeita, única; a Bahia e o Bahia. Misturam-se, completam-se. Ambos abençoados pelos deuses, nas cores da harmonia, da paixão e da paz.

Parabéns Bahia. Mais uma vez, você fez história. Mais uma vez, até o que parecia ser destino, vencemos. E mais uma vez, fomos os primeiros.

Mesmo durante a longa noite de trevas, quem fez o que você fez?

No plano nacional, quem conquistou o que você conquistou? Quem representou o Norte-Nordeste como você representa?

No plano local, ganharam títulos? Não, não ganharam. Foi o Bahia que deixou de ganhar.

A sua historia de conquistas e tradição só você possui.

Você é a Bahia.

Quantas vezes você venceu na derrota? Essa foi só mais uma. Só os grandes vencem na derrota. Eles jamais vão entender isso.

Por isso, você voltará a cumprir o seu destino: o destino de quem nasceu para vencer.

Hoje, 01 de janeiro de 2014, dia do seu aniversário, nós, a Torcida de Ouro do Brasil, mais uma vez nos rendemos à paixão que só nós conhecemos.

Nestas primeiras horas da quarta-feira, 01 de janeiro de 2014, primeiro dia do ano, dia do seu aniversário, ouço os acordes do seu hino.

Mas hoje, ao invés de me levantar para “mais um Bahia”, como tantas vezes já fez, eles vão me embalar no que ainda tenho de noite de sono, o sono de quem sabe que você está voltando para o lugar que lhe foi destinado pelos deuses do futebol.

Está voltando para manter cada vez mais acesa a paixão que times de futebol não conhecem.

Você não é só um time.

É um fenômeno social.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Bahia 2014: Hábito, vício de tempos passados?

Imaturidade injustificável

Por Ronaldo Souza

Ufa, que alívio. Escapamos.

Novos tempos, novos projetos, esperança. Isso é o que espera a torcida do Bahia. Foi-se a longa noite de trevas.

Após tantos sobressaltos, tomaram posse a nova diretoria e o novo conselho, ambos já sob nova base, mas com o Campeonato Brasileiro em pleno andamento. Momento delicado.

Um time fraco, muito limitado e um técnico que nos encantara num primeiro momento. Sério, digno, consciente, sereno, como poucas vezes visto no futebol. Emitia, porém, sinais de que tinha sido acometido pela síndrome Joel Santana.

De repente.

“O Bahia está em negociação e deve trazer fulano, cicrano, beltrano...”. Tomei um susto. Já ouvi isso outras vezes.

A nova diretoria não trouxe ninguém. Percebeu a mancada do que tinha dito? Não sei. Não cabe analisar se pretendia de fato faze-lo, entretanto, pretendendo ou não, foi um começo infeliz.

A inexperiência não parece ser justificativa, afinal o novo presidente já tinha sido presidente, vitorioso, com títulos, anos atrás. Hábito, vício de tempos passados? O velho truque das promessas em momentos de dificuldade? Se sim, que se abandonem esses hábitos. Soam ridículos em tempos atuais. E no caso, absolutamente desnecessários.

Grandioso e pequeno, o futebol tem as suas regras. Nele há sentimentos nobres, mas há também os pequenos. Há times grandes, que fazem a história do futebol. Conhecem a glória, ainda que não vivam um bom momento. Há times menores, que vivem de momentos. Mas, não conhecem a glória.

Um bicampeão brasileiro conhece essa glória. Ele ajuda a escrever a história do futebol brasileiro.

Nesse mundo, não há espaço para comportamento juvenil. Anunciar jogadores antes de se concretizarem as negociações, entre outras coisas, permite, por exemplo, o “interesse” de outros times, muitas vezes só para valorizar o jogador para que, ao final, a transação saia mais cara. Não foi uma atitude inteligente e não está sendo neste momento.

Resolvam as coisas do Bahia. Depois comuniquem. O bom senso recomenda.

Outra coisa que precisa ser entendida. O clube tem que fazer com que o processo contra os antigos dirigentes não seja esquecido, jamais. Parece bem claro que depois de todos os absurdos que cometeram, depois de dilapidar o patrimônio do clube, segundo o interventor e confirmado pela atual diretoria, esses gestores devem respostas à Justiça. Se a Justiça quiser se fazer respeitar, tomará as devidas providências.

Mas, “esqueçam” o antigo presidente e a sua diretoria. O Bahia não pode viver à sombra de fantasmas. Entrevistas sobre o assunto não devem ser mais a tônica. Demorou, mas passou. Vamos tocar a vida do clube porque isso é urgente.

É o que a torcida deseja e espera.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um Bahia vencedor - O grande compromisso para 2014


O grande compromisso

Por Ronaldo Souza

Qual o time no Brasil que nunca enfrentou crises de diretoria e administrações desastrosas?

Acostumado a ser a exceção, o Bahia não seria essa exceção. Não foi.

Foram duas crises a um só tempo. Na sua vergonhosa direção e outra no seu plantel de futebol, esta gerada e comandada pelo “presidente” do time, que tinha toda a cobertura do presidente do clube e do gestor de futebol.
 
Inédito? Não sei.

Inédita certamente foi a reação. Que nem a Fênix, a ave da mitologia grega que surgia das cinzas, o Bahia fez da amarga experiência o ponto de retomada da sua história, coberta de glórias.

E o Brasil esportivo brindou. Os jornalistas brasileiros que conseguiram manter a dignidade e a preocupação com o futebol, não sei se poucos ou muitos, ergueram suas taças e fizeram um brinde ao fato de que pela primeira vez um clube de futebol e a sua fantástica torcida, sempre ela, tomaram as rédeas do destino que parecia tragicamente traçado e assumiram o comando do clube.

Pela primeira vez no futebol brasileiro, uma torcida elegia pelo voto direto o presidente, a diretoria e os conselheiros de um clube de futebol. Era o Bahia mostrando a sua força e o seu destino para o pioneirismo. Mais uma vez era o primeiro. Mais uma vez fazia a regra. Mais uma vez era a exceção.

Durante todo esse tempo em que houve esse descalabro administrativo vergonhoso por parte dos dirigentes, o Bahia perdeu muito. Patrimônio, força, credibilidade e títulos e essas perdas exigirão algum tempo para que as devidas correções sejam feitas.

Mas não foi só o Bahia que perdeu. A Bahia e o Nordeste também perderam e muito. Nesse tempo, enquanto o Bahia esteve “ausente”, quem na Bahia ou o no Nordeste ganhou o que? Quem representou a Bahia e o Nordeste como ele já o fizera? Quem ganhou algum título por eles, Bahia e Nordeste?

Nunca foi tão fácil para os times de fora do eixo Rio-São Paulo garantirem uma vaga para participar da Libertadores. Só um time do eixo Rio-São Paulo, o Botafogo, entrou na zona de Libertadores. O Nordeste, mais uma vez, ficou de fora. O seu único e grande representante não estava em condições. Ah se estivesse!

Uma historinha rápida.

No final do ano de 2009, o Bahia ainda na série B, duas noites antes do Natal, um programa de esporte de uma rádio de São Paulo fez uma reportagem “entrevistando” Papai Noel.

Foram feitas perguntas sobre o que Papai Noel traria para cada time de futebol. Foram citados todos os quatro grandes do Rio, os quatro grandes de São Paulo, os dois de Minas Gerais, os dois do Rio Grande do Sul... e a essa altura eu já estava imaginando. Não vão nem falar do Nordeste.

Rezei, fiz promessa, pedi pelos deuses, pelos orixás, por tudo quanto é santo e pai de santo, já nervoso... Papai Noel, e para o Nordeste? Quase tive um infarto.

- Ho, ho, ho... (esse é Papai Noel). Que bom meu filho se o Bahia voltasse aos bons tempos.

E ponto. O Nordeste de Papai Noel parou no Bahia.

Ou ninguém percebeu que, mesmo na fase ruim em que se encontra, era e é ao Bahia que a imprensa nacional se reporta como o grande representante do Nordeste? Há quem diga o único.

Por que Clube dos 13? Quem são os 13? Os quatro grandes do Rio, os quatro grandes de São Paulo, os dois de Minas Gerais, os dois do Rio Grande do Sul e o... Bahia. Se agora o Clube dos 13 são 20, pouco importa. O futebol brasileiro foi dividido em séries e deram números redondos. Vinte na série A, vinte na série B, vinte na série C... Mas os 13 são os 13. E lá está o Bahia.

Já digo há muito tempo; ninguém ganhou os títulos de campeão baiano nesses últimos anos. Foi o Bahia que perdeu.

A nova diretoria do Bahia precisa entender algo muito importante; o lugar do Bahia no futebol brasileiro é dele e durante todo esse tempo permaneceu assim, ninguém ocupou. Porém, é pouco diante do que ele já representou e representa de fato. E é esse o grande compromisso da atual administração: fazer o Bahia ser o que sempre foi; o maior do Norte/Nordeste e um dos grandes do futebol brasileiro.

Aí a Bahia estará outra vez bem representada no futebol brasileiro. E o Nordeste também.

O time que é a exceção, o time que é o primeiro campeão brasileiro, o único bicampeão brasileiro de todo o Norte/Nordeste, o primeiro a disputar a Taça Libertadores das Américas (na Bahia, o único), agora se tornou o primeiro time nordestino com quatro participações consecutivas na série A do Campeonato Brasileiro na época dos pontos corridos.

Se isso ainda é um sonho para outros times, para o Bahia é pouco.


É destino do Bahia ser o primeiro. Não é dele ser o segundo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Série a voz tricolor: Não, não foi a Bahia que foi levada ao ridículo

Não, não foi a Bahia que foi levada ao ridículo

Por Ronaldo Souza


Se algum dia o futebol esteve isolado de qualquer outro setor da vida brasileira, há muitos anos isso não existe mais. Não é de agora que o futebol está ligado de maneira muito profunda, por exemplo, à política e justiça brasileiras.

Já tive oportunidade de dizer que está enraizado no imaginário popular que odoutor é um homem inteligente e culto (veja aqui). Daí, o desejo de todos os pais, principalmente aqueles que não foram contemplados pelo direito ao conhecimento, de que seus filhos entrem na universidade e que assim venham a pertencer ao mundo do nível superior. Nada mais natural.

Infelizmente, porém, o doutor não é sempre um homem inteligente e culto. Além disso, ainda mais do que inteligência e cultura, parece ser cada vez mais comum a esses doutores uma outra característica: ausência de sensibilidade

Sem dúvida, um dos segmentos mais tidos como reduto da sapiência é o habitado pelos homens do direito. Menino de interior, cresci ouvindo dizer que esses homens representavam o que há de mais próximo do Olimpo.

Às vezes fico a imaginar porque a vida é cruel. Fico a imaginar porque ela insiste em me tirar algumas coisas da minha infância, como, por exemplo, a inocência. Uma crueldade sem tamanho.

No entanto, ao mesmo tempo em que me queixo da vida, sou-lhe grato, por me proporcionar, quem sabe como compensação, muitas coisas boas, como por exemplo, conhecer a sabedoria popular. São do povo pérolas como a que diz: “de perto, somos todos iguais”.

Para a felicidade de mais de 99% da torcida do Bahia e das pessoas que, de alguma forma, fazem parte desse universo, o agora ex-presidente do Bahia, o Sr. Marcelo Guimarães Filho, foi deposto do cargo por medida de intervenção da Justiça. Não podemos falar de 100% de pessoas felizes porque para completar esse percentual faltam a diretoria dele (também afastada), alguns conselheiros (também afastados) e as pessoas ligadas a ele, pessoas que temos que buscar entender as suas razões.

Para a sua defesa, o ex-presidente do Bahia, quando ainda era presidente, portanto, a expensas do clube, contratou o Doutor Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay. Dono de um dos escritórios de advocacia mais reconhecidos e caros do Brasil, o Doutor Kakay é um advogado ilustre, responsável pela defesa de nomes importantes do Brasil e, talvez por isso, conhece bem de perto o poder. Como poucos, deve saber como as boas relações são importantes na sua profissão.

Apesar da sua notoriedade e do reconhecimento das suas qualidades profissionais, a pobreza das recentes declarações do Doutor Antônio Carlos de Almeida Castro não representa novidade, pelo menos para olhos mais atentos. Mas, sobretudo, elas não deixam a menor dúvida quanto ao acerto do ditado popular: “de perto, somos todos iguais”.

O mundo do nível superior não é superior a nenhum outro mundo.

Referindo-se à maneira como, segundo ele, de forma completamente equivocada o Tribunal de Justiça Desportiva da Bahia teria conduzido o julgamento que culminou com o afastamento do seu cliente da direção do Bahia, veja um trecho do que foi capaz de dizer o Doutor Kakay:

"Hoje o presidente do Atlético de Madrid me ligou perplexo pois queria comprar um jogador aqui e disse que não comprará. ‘Como comprarei se um juiz manda depois destituir? Imagine? Essa é a realidade’

É a credibilidade do futebol que infelizmente volta-se para a Bahia... Colocou-se ao ridículo, ridículo internacional, inclusive esse presidente do Atlético de Madrid e o presidente do [banco] BMG, que é o que mais investe no futebol, estão perplexos. Não posso desrespeitar o poder judiciário, mas um juiz da 18ª vara achou que poderia fazer uma intervenção. É um risco para o futebol internacional e leva a Bahia ao ridículo".

Muita coisa poderia ser extraída dessas declarações, mas vamos ao que mais chama a atenção.

O que pretendeu ou pretende o Doutor Kakay ao dizer que “hoje o presidente do Atlético de Madrid me ligou perplexo pois queria comprar um jogador aqui e disse que não comprará...”?
O ridículo do “comprar um jogador aqui” é simplesmente inacreditável. Além disso, teria o objetivo de mostrar intimidade com dirigentes do futebol internacional, mas, na verdade, deixando vir à tona o sentimento típico dos colonizados? Essa fala talvez fosse compatível com um aluno de direito no seu desejo típico de mostrar-se um pequeno rei.

A importância que lhe parece ter a proximidade com o poder se manifesta outra vez quando diz “... e o presidente do [banco] BMG, que é o que mais investe no futebol, estão perplexos”. Seria um reflexo do seu reconhecimento e necessidade de ter por perto pessoas influentes a lhe respaldar, expresso de maneira tão pueril?

Haveria por parte do Doutor Kakay o desejo de pressionar o TJD da Bahia por julga-lo inexpressivo e do alto das suas relações o estaria intimidando?

Haveria por parte do Doutor Kakay o desejo de utilizar do seu prestígio por saber, como poucos, como a justiça brasileira se deixa influenciar por pressões externas, como vem acontecendo nos últimos tempos em campos que não os do futebol?

Abrindo a primeira página do seu catálogo de pessoas eventualmente influentes, estaria o Doutor Kakay imaginando que o TJD da Bahia é constituído de juízes desprovidos de qualquer coisa, como competência, discernimento, senso de ridículo e que, além disso, entrariam em pânico pela simples citação daqueles nomes?

Doutor Kakay, mesmo com declarações desse nível, recuso-me a imagina-lo como um homem sem inteligência para perceber que não foi a Bahia que foi levada ao ridículo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Série a voz Tricolor: Um julgamento sob suspeita?

Um julgamento sob suspeita?

Por Ronaldo Souza

Lembro do ex-Presidente do Brasil, Fernando Collor de Mello. Houve alguns acertos na sua gestão, mas também foram muitos os equívocos e desatinos cometidos por ele. Percebia-se, entretanto, sem muita dificuldade, que ele se julgava o maior dos presidentes, um injustiçado.

Podemos traçar um paralelo com a personalidade do também presidente Marcelo Guimarães Filho. Não tenho nenhuma dúvida de que ele pensa que é o maior presidente que o Bahia já teve. A seu favor, a volta à série A e o campeonato baianno de 2012, este um argumento não muito consistente. Além disso, algumas coisas mais e a reestruturação da academia do Bahia e a construção da Cidade Tricolor que, na verdade, talvez precise de um tempo para uma análise mais equilibrada das suas reais vantagens.

Poderíamos ainda incluir o que parecia ser um dos pontos fortes da sua gestão: a recuperação da base tricolor. Mas não podemos. As transações feitas com alguns dos jogadores, sem que se soubesse nada sobre como aconteceram, mostram isso claramente. Agora, ao demitir Newton Mota com tantas irregularidades escondidas em baixo do tapete, demonstra a sua total incompetência. Parece estar sofrendo nas mãos de Mota o mesmo problema que se diz que Paulo Maracajá, ídolo e inspirador de Marcelo Filho, sofreu à sua época; a destruição da base. Jogadores criados com altos custos para o clube durante anos, estão saindo nas condições que estamos vendo e tudo faz crer que outros seguirão o mesmo caminho. Sem dúvida, mais um prejuízo incalculável para o Bahia na conta do presidente.

Mas ele não sai. Diz que não sai. Começo a acreditar que não sai.

O novo julgamento para análise de uma possível nova intervenção pulou do dia 04/06 para 11/06 e depois para 18/06, sem nenhuma explicação, uma única sequer..

O julgamento que decidiria sobre a suspeição do juiz Paulo Albiani Alves no processo de intervenção no tricolor estava marcado para o dia 13/06/2013 (quinta-feira). Se ficasse comprovado que o juiz não podia ser considerado suspeito, o processo de intervenção seria confirmado. O julgamento foi adiado. As informações são de que o juiz relator Augusto de Lima Brito, está afastado por motivos de saúde. Ouvi algo interessante: estaria em julgamento a suspeição do juiz. Agora está sob suspeição o julgamento.

Marcelo Guimarães Filho é um homem frio, o Bahia nada representa para ele. No entanto, confesso a minha surpresa diante do deboche absurdo que ele fez com a justiça baiana no ano passado. Frio ou estúpido?

Ou então muito consciente de que nada vai acontecer. Como explicar o convite feito à imprensa para mostrar as instalações da Cidade Tricolor exatamente no mesmo dia em que corria o risco de sofrer um processo de intervenção? Quem conseguiria tal façanha, manter-se tão alheio e indiferente diante da iminência de tamanho perigo? Muita frieza... ou então a certeza da impunidade.

Em A luta e a tristeza de uma torcida escrevi Com a autenticidade dos puros e bem intencionados, ele pergunta com a resposta já embutida; “estão armando?”. Referia-me ao povo. Depois desse adiamento do julgamento, percebi que algumas pessoas já tiraram a interrogação: “estão armando”. Tenho muito receio de que depois falem: não disse?

O ex-Presidente Collor não ficou só até os momentos finais antes do seu impeachment. Entre outros, sabe-se que o mais notório político baiano ficou ao seu lado. A Rede Globo também.

Marcelo Guimarães Filho demonstra que também não está só.

Com a palavra, a justiça da Bahia.

FORA MGF

terça-feira, 11 de junho de 2013

Série a voz Tricolor: Sem a ajuda dos árbitros

Sem a ajuda dos árbitros

Por Ronaldo Souza

Começou o Campeonato Brasileiro e com ele voltam todas as emoções que só o futebol consegue proporcionar. Qual o melhor time, quem vai ser campeão, quem vai cair, e por aí vai.

Já vi times começarem o campeonato com todo gás e morrerem na reta final, alguns bem antes dela e até mesmo aqueles que caíram para a segunda divisão depois de um começo muito bom.

Não adianta, existem mesmo os times que são de chegada. Muitas vezes não estão tão bem, mas vão crescendo durante o campeonato e com frequência chegam bem, alguns inclusive conquistando o título. Da mesma forma, há aqueles conhecidos fogo de palha, que morrem sempre. Alguns são conhecidos.

Assim, a imprevisibilidade na saída do campeonato pode até existir, afinal os campeonatos regionais, alguns em particular, não são referenciais muito confiáveis quanto à qualidade do time. Geralmente não se sabe como eles vão se comportar. Entretanto, a imprevisibilidade na chegada aos momentos finais não é tão imprevisível assim. Não é muito difícil imaginarmos quais os times que têm maiores chances de chegar bem e até de se sagrarem campeões.

Diante desse panorama, o começo do campeonato sempre tem um certo charme e costuma gerar muito entusiasmo em algumas torcidas. Entusiasmo mais do que compreensível, pois será sempre muito agradável a sensação de estar entre os primeiros. São momentos que devem ser curtidos, apesar dos perigos que os rondam, entre os quais a impressão que pode passar para a torcida de que o time é de fato muito bom.

Chegar à condição de campeão brasileiro é glória dada a poucos times, bicampeão então nem se fala. Pela forma como é disputado atualmente, para a maioria dos times quem já foi campeão já foi, quem não foi não será mais. Dói, mas é a realidade.

Estamos diante de um campeonato atípico, esse de 2013. Teremos um mês de paralisação no Campeonato Brasileiro devido à Copa das Confederações. Bom ou ruim? Depende (bela resposta).

Um time não muito bom que está embalado (que deu liga, como dizem os jovens) poderá, na parada, perder o embalo e quando voltar apresentar uma “liga” de menor qualidade e jogar o seu verdadeiro futebol. Para um time “grande” que eventualmente não esteja bem, pode ser o tempo desejado e suficiente para descansar (em função de outros campeonatos que esteja disputando paralelamente ou tenha disputado) e se arrumar. Para esses, voltar pode ser na verdade começar o campeonato.

Como estão os times em termos de classificação nesse momento da paralisação todos sabemos, é só olhar a tabela. Mas como se comportarão na hora em que o campeonato realmente começar? Haveria uma maneira de saber isso? Qual seria a melhor maneira de tranquilizar uma torcida a longo prazo, aquela que melhor poderia retratar as suas reais chances diante da dureza que é um campeonato com 38 rodadas?

Vendo o site Jogos do ECbahia.com.br encontrei um post muito interessante que eles copiaram do site Placar Real, cujo título é “Classificação do Campeonato Brasileiro 2013 sem erros de arbitragem”. Seria esse um bom parâmetro para ver como estaria o seu time considerando-se somente o futebol jogado, sem “a ajuda dos juízes”?

Na coluna à esquerda da tabela abaixo está a classificação atual dos times e à direita a que mostra como seria a classificação real caso não tivesse havido uma mãozinha dos árbitros. Veja como está e como estaria o seu time e tire as suas conclusões.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Série a voz Tricolor: A luta e a tristeza de uma torcida

A luta e a tristeza de uma torcida

Por Ronaldo Souza

A Bahia anda triste. A Bahia anda triste porque vê o seu maior patrimônio esportivo, o Bahia, abandonado. Bahia e Bahia, a e o que se misturam e se confundem; a Bahia e o Bahia são uma coisa só. Como já disse um antigo dirigente do futebol brasileiro, o baiano não gosta de futebol, o baiano adora o Bahia.

A quem recorrer? 

Juca Kfouri, jornalista paulista, disse que se fosse governador da Bahia, primeiro pedia, depois exigia que os Guimarães saíssem. 

Juca, a política tem caminhos próprios e você, como jornalista preparado e inteligente, sabe disso. O governador é um político frio, que faz tudo calculado. Fez um depoimento interessante em vídeo, ao qual assisti no lançamento do Bahia da Torcida, porém, o momento exige que se vá além do discurso. Acho que ele sofreu um desgaste perigoso para um político com a questão da CPI do futebol baiano. O desafio que ele lançou para que alguém prove qualquer participação sua no triste episódio do arquivamento da CPI é muito pouco. Os ataques que sofreu, inclusive à sua vida pessoal, além de reforçar a matéria da revista Placar que chama Marcelo Guimarães Filho de “O Rei da Baixaria”, evidenciam mais ainda a necessidade de algo mais que o desafio lançado por ele. Governador, foi pouco, muito pouco.

A Bahia anda triste porque vê que o seu povo foi traído pelos seus representantes na Assembleia Legislativa, à qual, sem o menor pudor, ainda há quem chame de a casa do povo. Uma grande tristeza pela retirada das assinaturas que garantiriam a instalação da CPI, absolutamente necessária. Pobres deputados. Não choro a absoluta ausência de qualquer resquício de sensibilidade. Não posso chorar por algo que nunca existiu. Choro tão somente pela estupidez demonstrada. Ou há algo mais?

Conhecedor de política como Juca Kfouri sempre demonstrou ser, fico me perguntando por que será que ele sequer cogitou sugerir pedir apoio ao prefeito.

Recorrer à imprensa local, e aqui falo particularmente da imprensa esportiva? A vida ensina que se deve recorrer a quem tem competência e credibilidade. Esqueça. 

O povo da Bahia, triste, agora anda sobressaltado, pelo receio de que também a intervenção judicial, tão esperada e tão necessária, não aconteça, tal qual, “inexplicavelmente”, ocorreu com a CPI. 

O fato de muitas vezes não entender a força que tem e não ter a quem recorrer não torna o povo estúpido. O povo é intuitivo, ele sabe, percebe as coisas. E preocupa como as coisas estão acontecendo. A apreensão já é perceptível e se manifesta em diversas conversas: “por que não sai a intervenção?” “por que adiaram o prazo estabelecido?”. E eis que, mais uma vez, a ansiosamente esperada intervenção foi adiada. Do dia 04/06, prazo dado inicialmente para o seu julgamento, foi para o dia 11/06. Agora, dia 18/06. 

Pode-se perguntar; o que pretendem? Mas não é assim que o povo se manifesta. Com a autenticidade dos puros e bem intencionados, ele pergunta com a resposta já embutida; “estão armando?” O que explica essa sagacidade do povo, experiências anteriores?

Coração batendo forte, incontrolável, níveis elevados de adrenalina, subidas repentinas e perigosas da pressão arterial. O time venceu. Vitórias importantes contra o Internacional e Botafogo e empate contra o Vasco, também importante nas circunstâncias em que se deu. Onde foi a festa? Em que bar? Em que boteco? Não houve.

A Torcida de Ouro, admirada, respeitada, invejada, pelas conhecidas explosões de alegria, soltou o grito de gol. Só. Um grito contido, sofrido. Precisava gritar, tinha que gritar, para não morrer por algo que ela não conhecia: segurar o peito, conter a alegria. Alegria contida em nome de um projeto maior. Projeto que agora faz parte da vida de cada torcedor do Bahia; não descansar um só minuto, um só dia, um só jogo, para eliminar de uma vez por todas aqueles que fizeram cada torcedor sofrer, chorar, morrer, ao longo desses anos. Aqueles que reverteram um processo natural, causando um mal enorme, desconhecido, a uma torcida que não mais explode de alegria. Agora, ela implode de alegria.

FORA MGF

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Carta ao Pai

Carta ao Pai

Por Rodrigo Resende

Joãozinho decidiu que não iria assistir ao jogo. E nem ouvir. Desligou o rádio e pegou uma folha em seu caderno. Estava decidido a deixar de lado uma de suas maiores paixões: o Bahia. Não que fosse mudar de time, não é isso. Iria abandonar o gosto pelo futebol. Mas como falar para o seu pai, torcedor fanático do tricolor, aquela sua derradeira decisão?

O negócio era escrever. Uma carta seria o modo menos traumático para contar. Encostou a porta do quarto para não ouvir a TV, sempre em volume máximo, na qual o pai acompanharia o jogo deste domingo. O adversário: um dos candidatos ao título, o Internacional, fora de casa.
Joãozinho respira fundo e pega seu lápis e começa a escrever:

“Papai,

O senhor sabe o quanto eu sou apaixonado por futebol e muito dessa paixão se deve ao senhor. Quantos jogos do Bahia já assistimos juntos? Quantas vezes você já me falou sobre o esquadrão campeão de 1988, passando por times tradicionais como Flamengo, Cruzeiro e Santos? E o campeonato de 1959, o primeiro brasileiro? Você sempre me deliciou com as histórias do vovô sobre aquela histórica conquista ...

Pai, tudo isso faz parte da minha história e serei eternamente grato. Porém, a atual situação do tricolor baiano esta me machucando demais, pai. Primeiro, aquelas mortes na Fonte Nova. Como tricolor, senti que um pedaço da minha paixão foi junto com a vida daqueles torcedores. E hoje nem falamos mais nisso ...

Agora, nesse ano, é humilhação... continue lendo






sábado, 1 de junho de 2013

Série a voz Tricolor: Réu confesso

Réu confesso

Por Ronaldo Souza
Danny Morais, Dudu, Erick, Jéferson, Lenine, Lucas, Lucas Calo, Magal, Matheus, Pablo, Paulo Rosales, Ryder, Thiago Bonfim e Thuram. 

Catorze jogadores colocados à disposição. Deixemos os detalhes de lado, mas vale comentar alguns aspectos.

De saída, vários desses foram contratados recentemente, poucos jogaram. Não é nenhuma surpresa, só um reforço, mas quem indicou esses jogadores e quem avalizou? Garantiram-me pelo que há de mais sagrado que foram os empresários, profundos conhecedores do futebol, não aquele jogado no campo, mas o praticado fora dele.

Recuso-me a acreditar que Marcelo Guimarães Filho, torcedor apaixonado pelo Bahia, cuja paixão o faz abdicar da sua vida pessoal e a da sua família para entregar-se e sacrificar-se pelo clube, tenha se deixado levar por empresários que, mesmo sendo, tal qual ele, todos também apaixonados pelo Bahia, poderiam ter, quem sabe, é possível, sem querer ofender, outros interesses. Não acredito. Ou então ele teria sido acometido de um surto de grande inocência futebolística.

Jogadores como Lenine, Matheus, Ryder, para citar só esses da base, são colocados à disposição sem praticamente terem nenhuma chance. Deterioração criminosa do patrimônio do clube, assim com o estalar dos dedos, nada mais. Não, por favor não me lembre dos outros recentemente negociados (há quem diga que o Bahia virou um balcão de negócios, por isso o termo se aplica bem).

Um dos contratados, Paulo Rosales, argentino, sério, respeitou o clube todo o tempo, inclusive recusando participar das “barcas” para as quais lhe convidavam (quem terá sido?), dizendo que veio para jogar futebol. Por ser estrangeiro, exigiu dispêndio maior de tempo e dinheiro para a sua contratação e regularização. Pelo visto, a contratação recentíssima feita pelo presidente não agradou ao... presidente. Ou ele terá sido julgado e condenado por jogadores que estão mandando no time (teriam alguém nas mãos?) e que não gostaram da recusa aos convites bem intencionados que lhe fizeram? 

Sem juízo de mérito, contrataram um argentino sem saber como era o seu futebol; é argentino, deve ser um Messi precisando de uma oportunidade. O rapaz é jogado às feras, completamente desrespeitado, desmoralizado e pronto. Considerem os mesmos comentários para Gutierrez, lembram dele? Veio, viu e voltou. Sem mais, nem menos. Daqueles ninguém fala.

Saíram Angioni, o gestor dos sonhos do presidente, Joel, o técnico dos sonhos do presidente, Eduardo Barroca, Eduardo fontes (preparador físico) e outros estão saindo e irão sair. 

Vamos abrir um parentêse um pouquinho longo. É possível que você não conheça o que vou contar. 

Existe uma história nebulosa sobre a primeira saída de Newton Mota do Bahia. De forma resumida, consta que Mota, da inteira confiança do Bahia (torcedor tricolor fanático ele sempre foi), teria sido expulso por Paulo Maracajá por uma traição ao clube, cujo beneficiário teria sido o Vitória. Mota passou muitos anos completamente afastado do time do seu coração, o Bahia e foi trabalhar no... Vitória. Nem sempre o coração fala mais alto. A mais pura verdade quando algumas coisas entram em jogo. 

Não só por essa razão, mas a verdade é que a base do Bahia deixou de existir. Anos e anos perdidos.

Depois de sucessivas gestões de grande incompetência, palavra que podemos usar no lugar de outras que gostaríamos de usar, através da eleição mais aclamada, mais espetacular, mais popular, mais legal, mais transparente, mais limpa, Marcelo Guimarães Filho chega ao trono. E, usando das mesmas armas que Paulo Maracajá sempre usou, tratou logo de dar um zignal nele, também afastando-o do clube (voltou ao convívio há pouco tempo, eles se entendem).

Rei morto, rei posto, Newton Mota volta ao Bahia. Por quantos anos fomos nada na base? Quantos jogadores foram formados, cedidos às seleções, durante esse tempo? Verdadeiro desastre.

Com Newton Mota, a base voltou a existir ou não? O Bahia voltou a ganhar títulos, ceder jogadores às seleções? O cara é competente ou não? Seja justo. O cara é competente. Tanto é que alguns jogadores da base eram tão bons que nem por aqui ficaram, alguns foram negociados direto com times da Europa. Dizem que é aí que está o problema.

Vamos resumir? Competente o cara é, já deu mostras disso e não só no Bahia. O episódio ocorrido com o próprio Bahia cria uma mácula no seu currículo, o que certamente traz problemas de credibilidade. O presidente do Bahia, que se pressupõe ser conhecedor do que aconteceu e acontece com o clube, deixou de lado o passado que teria manchado a trajetória de Mota e bancou a sua volta por saber que ele é bom no que faz. Ele voltou, realizou um bom trabalho e trouxe de volta para o Bahia a qualidade perdida na sua base. E agora foi demitido. Por que se todas as negociações tinham a participação direta do presidente e de Angioni? Qual será o mistério? 

Torcedor tricolor. O que estamos vendo é a desconstrução de tudo que foi feito nesses anos de Marcelo Guimarães Filho. Sem perceber, o presidente está assumindo que fez tudo errado. Está tão perdido e descontrolado que até o que fez de bom, ele está desfazendo.

Depois de tudo que você leu, se alguém me perguntasse o que isso significa e eu respondesse que é uma confissão de culpa, eu estaria errado?

Procura-se um interventor.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Série a voz Tricolor: Qual é o limite?

Qual é o limite?

Por Ronaldo Souza
Dizem que há limite para tudo. Será mesmo?
Haveria limites para o cinismo? E para a canalhice?

O comportamento de alguns homens nos faz crer que não. O comportamento dos homens (assim tratados por serem do sexo masculino) que dirigiram o Bahia nos últimos cerca de 12 anos nos permite todo tipo de questionamentos. O do atual presidente e sua diretoria sugere que não há limites para eles.

Ele e o seu grupo estão destruindo a maior força do futebol do Norte/Nordeste do Brasil. Todos sabemos que não se pode imaginar que a incompetência, a inconsequência e a irresponsabilidade, fazendo um grande esforço para me conter nas palavras, que caracterizam determinadas pessoas desaparecerão como num passe de mágica.

Nietzsche, filósofo alemão, diz que “a inteligência do homem tem limite, a estupidez não”. É cada vez mais difícil contesta-lo.

Qual é o limite da estupidez dos políticos que impediram a instalação da CPI do futebol baiano? Qual é o limite da estupidez desses homens (assim tratados por serem do sexo masculino) que não conseguem associar o torcedor ao eleitor? Qual é o limite da estupidez desses homens (assim tratados por serem do sexo masculino) ao não perceberem que nas próximas eleições, que estão ali na frente, os seus nomes virão à tona outra vez e circularão como “aqueles que votaram contra o Bahia”?

Qual é o limite da justiça (letra minúscula mesmo) da Bahia? Será que ela vai se permitir ser achincalhada outra vez por alguém da estatura de Marcelo Guimarães Filho? Terá sido a contratação do famoso advogado Antôno Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay (quem conhece política sabe da força do seu escritório e porque ele é um dos advogados mais caros do país), um julgamento antecipado do que é a nossa justiça e a consequente intimidação dela pela presença de reconhecido talento e força do Direito. Será que Marcelo Guimarães Filho vai atropelar a justiça baiana outra vez?

Ladeira abaixo

Time destruído, sem comando, finalmente tivemos uma quase notícia boa. Os Guimarães iam trazer mais um jogador. Sabe quem era? Eu não faço a menor ideia, mas sabe O QUE ele era? Volante. O Bahia tem 320 volantes e nenhum, NENHUM homem de criação. Os Guimarães iam trazer mais um volante (será que foi Angioni que ligou do Rio mandando que o contratassem?). Fomos salvos, pelo menos por enquanto, pelos deuses do futebol. Sabe por que? Ele mandou dizer que não vinha. Sabe por que? Preferia ir para o Criciúma.

Para você torcedor, que ainda continua indo aos jogos do Bahia e com todo respeito ao Criciúma, não existe (perdão, não existia) um jogador deixar de jogar no Bahia para jogar lá. Aliado ao sonoro não dado por William, fica bem claro; ninguém vai querer vir para o Bahia. Para quem não sabe, William é um ex-jogador de futebol que está iniciando a carreira de superintendente/gestor. Recém-chegado da Europa e tido como sério e inteligente, está sem time, em outras palavras, está sem emprego.

Já vi uma entrevista dele. Mostrou segurança, inteligência, serenidade, mas, insisto, ainda sem emprego. Para você torcedor, que ainda continua indo aos jogos do Bahia, tenho uma pergunta: por que será que William, iniciando uma carreira, desempregado, recusa trabalhar em um time com tradição, único time nacional do Nordeste, único bi-campeão brasileiro do Norte/Nordeste?

O zelador do prédio onde moro me disse que em um desses programas de televisão o presidente prometeu que irão chegar de 5 a 6 jogadores. No Bahia de ontem com roupa de hoje continuam usando os mesmos artifícios para iludir o pobre torcedor com “novas” contratações.

Um terremoto atingiu o Bahia, está destruindo o clube, por que não vieram até agora? Virão da mesma forma que vieram Souza, Zé Roberto, Mancini, Kleberson, Magal e tantos outros. Agora será mais difícil ainda e quem vier, pode ter certeza, virá ganhando muito mais do que merece, para também não jogar nada. Querido torcedor, o nosso time vai cair para a série B com este presidente e com uma folha altíssima. Mas, fique tranquilo, ele não vai sair. E aí com novo planejamento, coisa que o nosso presidente domina (o outro time não faz a menor ideia do que é isso, não é presidente?) chegarão “novos reforços” para disputar o campeonato baiano e a série B em 2014.

Torcedor, qual é o seu limite? Até quando você insistirá em ir aos jogos? Você tem esse direito? Claro que tem. Mas até quando você continuará sem perceber que a sua presença contribui para a atual situação? Depois de ridicularizar os políticos da Bahia (que terão os nomes relembrados e divulgados em 2014, ano de eleições – lembre que 2014 é amanhã), depois de ridicularizar a justiça da Bahia, até quando você vai permitir que os Guimarães ridicularizem você?

Ah, ia esquecendo. Você já viu Lomba? Está reclamando que ontem era herói e hoje é bandido. Já viu quem ele está acusando? Você. Disse que você tem memória curta.

E Souza, hein, torcedor!!! Você que continua indo aos jogos, deve estar morrendo de saudade por ele não estar jogando, não é mesmo? Não se preocupe, já, já estará de volta. Não deixe de ir, não perca a chance de ve-lo, pois é possível que ele jogue 2 ou 3 partidas, se machuque novamente e aí vá outra vez para o Rio de Janeiro curtir um pouco, que ninguém é de ferro.


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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Série a voz Tricolor: Um presidente, uma entrevista e a realidade

Um presidente, uma entrevista e a realidade

Por Ronaldo Souza

É claro que vocês já ouviram a coletiva de alguns treinadores após o jogo. Já tiveram alguma vez a impressão de que o técnico viu um jogo e você viu outro?

Não foi impressão, tive certeza de que na recente entrevista ao globoesporte.com o presidente do Bahia falou de uma situação e o que se vê é outra completamente, absolutamente, totalmente diferente.

Não dá para analisa-la toda. Vamos a um pouco dela

“De boa oratória, Guimarães Filho usa o dom político e, com fala segura, discorre sobre vários temas, sempre tranquilo, bem humorado e sem demonstrar preocupação ou tensões”.

O que chamaram de tranquilidade nessa entrevista na verdade reflete a sua frieza e indiferença (vi algumas pessoas chamarem de cinismo e outras usaram expressões muito mais fortes) com as coisas do Bahia. Vamos trazer para uma linguagem mais popular? Ele não ‘tá nem aí.

“O Lomba, como todo o time, não estava vivendo uma boa fase, mas é um ídolo do torcedor”.

Não presidente, você está completamente errado, ele não é mais um ídolo. Está mal em campo e com a torcida. A torcida não quer mais Lomba, Titi, (Neto é nada) e principalmente o ídolo e guru deles: SOUZA. A torcida não quer ver mais Souza vestindo a camisa do Bahia.

“É por vezes duro, em poucas ocasiões. Em outras, é irônico, como quando fala da arquivada CPI do Futebol Baiano. Durante a maior parte do tempo, é franco”.

Uma ironia que na verdade é um deboche, como fez com a justiça (letra minúscula mesmo) da Bahia no episódio dos computadores durante o período da intervenção do ano passado. Foi inacreditável como ele zombou da justiça baiana. Fará o mesmo agora, vai desmoralizar a justiça outra vez?

Dessa vez, porém, o deboche foi com os torcedores, esses pobres coitados, entre os quais me incluo, que estupidamente imaginaram que haveria uma CPI do futebol. Uma CPI, que seria muito bem vinda nesse momento, que surgia com a promessa de investigar o presidente da Federação Baiana de Futebol (e consequentemente as coisas da própria federação) e o Bahia.

É possível que alguns deputados tenham esquecido que votaram contra os anseios de alguns milhões de pessoas, milhões de pessoas que, além de serem apaixonadas pelo Bahia, são eleitores. Dois mil e quatorze é ano de eleição e está aí, batendo na porta. Não sei porque, mas tenho a impressão que a lista com os nomes dos deputados que votaram contra o Bahia vai reaparecer ali pertinho das eleições.

“Os jogadores que estão aí estão muito preocupados com o que pode acontecer. Pode haver uma intervenção, etc. Eles, certamente, devem estar falando com outros colegas de profissão. Mas os empresários ainda não falaram nada com a gente. Mas que os jogadores estão apreensivos com uma possível intervenção, de o clube ficar sem comando, o que pode acontecer, essas coisas, eles estão apreensivos sim. E espero que isso não reflita em campo.”

Chantagem com cheiro de terrorismo e estou bem à vontade para dizer isso porque sou réu confesso. Na intervenção do ano passado fiquei apreensivo “com uma possível intervenção, de o clube ficar sem comando” e cheguei a considera-la inoportuna naquele momento. Hoje, considero que a intervenção não será oportuna, em qualquer momento ela será absolutamente necessária. O clube já está sem comando há muito tempo e o reflexo em campo só o presidente não vê.

“A outra (dificuldade) é que remontar o time no meio do ano é mais difícil ainda do que em dezembro e em janeiro. A gente está tendo também essa dificuldade.”

Presidente, não acreditei quando li isso. Por essa incompetência e absoluta falta de inteligência e sensibilidade eu não esperava. Definitivamente, você mostrou o quanto é incompetente. Paulo Angioni, o gestor dos seus sonhos, disse em todos os começos de temporada (nos meses de janeiro dos anos 2011, 2012 e 2013) que o Bahia não precisava de contratações, só ia fazer algumas pontuais, bla, bla, bla, bla... e em todos esses anos precisou correr atrás de contratações de última hora, trazendo os refugos que trouxe com salários altíssimos, inchando o plantel e a folha de pagamento. Até ontem você dizia que o time era bom, melhor do que o do Vitória, e agora diz que “a outra (dificuldade) é que remontar o time no meio do ano é mais difícil ainda do que em dezembro e em janeiro”.

Presidente, você deixou claro, bem claro, que está completamente perdido, não tem ideia do que está fazendo. Logo você que sempre disse que o Bahia tinha planejamento e que o outro time (que estava na segunda divisão, sabe de qual estou falando, não sabe?) não tinha... Presidente, como foi que você conseguiu ser tão... inocente?

O pedido do torcedor para tirar jogador – nem soube especificamente dos nomes – é tudo passional... Alguns jogadores que a torcida pediu a gente tirou, eles realmente não estavam bem e tinham de ser afastados.

Presidente, todas as torcidas são passionais. É isso que faz do futebol o que ele é. E é justamente dessa paixão que tiram proveito os homens pequenos. O torcedor vê o time como objeto de paixão. Há quem o veja como objeto de..., oh, presidente, deixe eu ficar calado.

De fato afastou alguns jogadores. No dia seguinte a mais uma humilhação, o presidente anunciou uma relação de 14 jogadores que seriam dispensados e já viu a mancada que ia dar com alguns desses afastamentos. Mas não tirou nenhum dos que a torcida pediu. O que a torcida pediu para tirar porque ela não quer nem ver são SOUZA, LOMBA, TITI e NETO é nada. Nesses você sequer tocou. NEM VAI TOCAR. Mais uma vez a democracia tricolor nem tomou conhecimento da torcida.

Esses jogadores que o torcedor está acostumado há muito tempo são jogadores que têm mercado. O Souza, o Lomba, o Titi, o Neto... O Neto, em janeiro, o Botafogo queria levar. O Titi teve o Palmeiras e o Cruzeiro também, que depois levou o Dedé, o Lomba é um goleiro que qualquer clube quer.

Pergunte se Palmeiras e Cruzeiro querem Titi agora? Pergunte se o Botafogo ainda quer Neto é nada. Pergunte qual time grande quer Lomba agora. E Souza, hein presidente, por que você não fala em quem pelo amor de Deus vai querer levar? Resposta, ninguém. Ninguém terá a competência que tiveram Marcelo Guimarães Filho e Paulo Angioni, o gestor dos seus sonhos, para trazer esse grande centro avante por R$170.000,00 mensais (presidente, você viu o que Juca Kfouri disse sobre isso?). A série B espera Souza. Será que ele vai encerrar a carreira (na verdade já encerrou) jogando pelo Bahia na série B? Qual o grande mistério que envolve Souza e o Bahia?

Presidente, você mesmo se encarregou de mostrar a insignificância da sua entrevista e a relação dela com a realidade, ao contratar um dos escritórios de advocacia mais caros do Brasil para faze-lo permanecer na presidência. A qualquer preço. Como diz aquele programazinho de televisão, custe o que custar. Lá se vai, agora de outra forma, o rico dinheirinho do clube.

Torcedor, você já viu que assim que estiver recuperado para pegar um babinha, Souza vai voltar e aí, até a próxima contusão, será titular absoluto outra vez. A sua opinião e nada é exatamente a mesma coisa. Mesmo assim pergunto: você vai permitir que ele continue vestindo a camisa tricolor? Tem alguém na diretoria com medo de dispensa-lo? Se tem, por que?

O que? Ah, entendi. Faz tanto tempo que ele não joga que você não sabe de quem estou falando. Souza é aquele que enquanto o Bahia tomava de sete estava fazendo uma farrinha no Rio de Janeiro.

É melhor sofrer agora do que sofrer muito mais depois.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Série a voz Tricolor: Bahia da Torcida

Bahia da Torcida

Por Ronaldo Souza
Não conhecia a Arena Fonte Nova, sou público zero desde o início. No entanto, fui à manifestação Bahia da Torcida realizada lá. Cheguei pouco antes das 18 horas e vi e ouvi o que foi possível. É um momento importante, delicado e perigoso. A torcida tem que ter muito cuidado nessa hora. O Bahia está acima de tudo, porém, infelizmente, não é exatamente assim que pensam alguns que estavam lá.

Movimentos como esse não possuem um único objetivo, no entanto, está claro que o desejo maior é tirar Marcelinho (como ele é chamado por muitos) da presidência. Há de se ter muito cuidado. Em momentos como o da manifestação não é difícil observar-se alguns “marcelinhos” circulando no meio da torcida, à espera da sua vez.

Ainda que com os devidos cuidados, a torcida tem que entender que a participação de algumas autoridades é válida na medida em que, pelos cargos que ocupam, podem dar um peso maior ao evento. Um dos depoimentos ouvidos no telão, por exemplo, mostrou um político muito cauteloso com as palavras (diferente do seu perfil, frequentemente agressivo), por uma razão bem simples: por questões políticas, há pouco tempo atrás ele estava aliado ao presidente do Bahia em um grupo que dificultou a vida do clube através da construção das passarelas de Pituaçu.

A atuação política é necessária dada a gravidade e complexidade do problema e o envolvimento de pessoas “importantes” no processo. Nesse sentido, é sintomática a saída do desembargador que deu a liminar à presidência do clube para suspender a intervenção no ano passado, alegando não se sentir isento para julgar o caso. Por que foi e agora não é mais? Assumiu uma desembargadora. Corre à boca pequena que houve ação política nos bastidores.

Independente desses aspectos, não há como negar que o momento exige o movimento e a união de todos. Dito isso, vamos em frente.

A notícia de que a Bamor estaria contra o presidente, de quem sempre foi aliada, parece que surpreendeu a todos. Na sequência, já houve reunião entre ambos com a participação da Povão. Segundo notícias veiculadas, ele aceitou as ponderações de um modo geral, mas faria contrapropostas, mas deixou bem claro que não vai sair.

Não há como se iludir: Marcelo Guimarães Filho não vai sair do Bahia por vontade própria, o que significa dizer que a luta mal começou. A manifestação que foi realizada na sexta-feira, 17/05/2013, que tem tudo para se tornar um dia histórico, representa somente o pontapé inicial do jogo, que não dá indícios de que será tão fácil. Surpresas podem e devem acontecer no campo jurídico.

Há dois grandes objetivos: 1. saída de Marcelo Guimarães Filho e 2. promover mudanças no estatuto, mas que sejam feitas à vista de todos. Vamos cobrar a tal da transparência, palavra que, de tão usada e pouco posta em prática, está muito gasta.

O Sol precisa entrar no Bahia

Marcelo Guimarães Filho vai dar muito trabalho para sair. Como não vai querer sair, terá que ser "saído" ou, se preferirem, como ele não vai renunciar terá que ser "renunciado". Uma coisa é certa, sem margem de erro: se o movimento enfraquecer, ele não sai mais. É agora. E aí está o fundamental, a torcida. Assumindo o papel maior, a torcida não pode esfriar, muito menos recuar.

Ela precisa perceber a repercussão nacional que a atitude inteligente e inédita do público zero teve. Todo o Brasil ficou surpreso e chamou a atenção para o que a Torcida de Ouro fez. Já que uma das pessoas que estão à frente do Bahia da Torcida é um publicitário, ele precisa tirar proveito disso e transformar em um estímulo à manutenção dessa iniciativa e a criação de outras.

Além disso, a força que ela, torcida, muitas vezes não percebe que tem precisa ser enfatizada. O consórcio que está à frente da Arena Fonte Nova já viu que se as coisas continuarem dessa forma terão prejuízos e se há uma coisa que empresário não gosta é de perder dinheiro, razão de viver de muitos. Sendo assim, uma das medidas de grande relevância é a manutenção do PÚBLICO ZERO.

Público zero é fácil? Não, não é. Não é tão simples dizer vamos fazer e conseguir. Como conter o desejo de ver o seu time jogar e com ele vibrar, com ele gritar gol e depois tomar “uma cervejinha” para comemorar? É bom demais, não é?

Mas, quantas vezes você fez isso ultimamente? Quantas vezes, chegando à metade do ano, você abriu o peito, soltou a garganta e gritou gol!!!, quase que sentindo o coração sair pela boca de tanta alegria? E por falar nisso, quantas alegrias o time do Bahia lhe deu esse ano?

Com quem você jogou até agora? Copa do Nordeste, Campeonato Baiano e primeira fase da Copa do Brasil. Grandes times? Prepare-se para o pior: quantas chances você terá de soltar esse grito preso na sua garganta ao jogar com os melhores times brasileiros na série A?

É duro não ir ao jogo do próprio time? É sim. Muito. Principalmente quando esse time é o Bahia. “Eles” não entendem. Quem torce para um simples time de futebol não pode entender o que é isso. Só entende quem torce pelo Bahia. Só entende quem torce para um time que é um fenomeno social.

A realidade, portanto, está aí à nossa frente: sofreremos muito, e como sofreremos, ao não irmos ao estádio. Mas, sofreremos muito mais se formos nas atuais condições, porque será um sofrimento que poderá ter um desfecho terrível no final do ano.

Vão trazer outro caminhão de jogadores às pressas. Nessas condições, com o campeonato brasileiro começando, sabendo que pelo desespero o Bahia topará qualquer coisa, se vierem, por quanto virão jogadores como Jorge Henrique, Douglas, Neto Berola (que parece que não consegue jogar uma partida inteira) e outros que certamente chegarão? Para quanto irá a folha do clube? Enquanto isso, Gabriel...

Torcedor, e Souza, o que fazer com ele? A torcida vai permitir que ele continue vestindo a camisa tricolor, ainda mais com Fernandão mostrando que é melhor do que ele? Tem alguém na diretoria com medo de dispensa-lo? Se tem, por que? O que será que Juca Kfouri quis dizer com “refugos que ganham fortunas no Bahia e sabe-se lá se realmente recebem todo o salário pelo qual são contratados”? (veja o vídeo abaixo).

Soframos agora para não sofrermos muito mais depois.

PÚBLICO ZERO.